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V3A aponta transição no live marketing de luxo com ascensão do quiet luxury e experiências de alta relevância cultural

O mercado global de luxo atravessa uma profunda transformação em suas estratégias de relacionamento e fidelização de clientes. Após um período de forte saturação dominado pela proliferação de estruturas pop-up instagramáveis e ativações de marca puramente cenográficas, as companhias do segmento premium começam a recalibrar suas rotas. A nova ordem elege como prioridade o desenvolvimento de experiências autorais, intimistas e intimamente ancoradas em territórios detentores de identidade própria. Essa movimentação mercadológica, respaldada por indicadores globais, é validada na prática pela agência V3A a partir de seu extenso trabalho de inteligência junto às marcas da divisão de luxo da L’Oréal.
Estudos analíticos publicados recentemente por consultorias estratégicas de prestígio internacional, como McKinsey & Company, Bain & Company e Deloitte, já isolavam a autenticidade, a exclusividade real e a relevância simbólica como os pilares de sustentação do novo consumo de alto padrão. O comportamento é liderado especialmente pelas gerações Millennials e Z, nichos de consumidores que passaram a preterir o acúmulo material em favor de uma curadoria refinada e de vivências memoráveis de caráter restrito.
Acumulando quase 10 anos de bagagem operacional nessa atmosfera de alto padrão, a V3A acompanha em tempo real essa transição em projetos que cruzam beleza, alta costura e lifestyle. A agência detectou que, mais do que desenhar ações destinadas à mera replicação digital em redes sociais, a indústria agora busca iniciativas de live marketing com estofo conceitual, capazes de estreitar laços de afinidade de longo prazo e blindar a percepção de valor institucional.
“A experiência continua sendo central, mas o consumidor de luxo mudou. Hoje existe uma busca muito maior por autenticidade, pertencimento cultural e descobertas que pareçam genuínas. O espaço deixou de ser apenas cenário e passou a integrar a narrativa das marcas”, analisa Tais Lohana, head de negócios da V3A.
De acordo com o diagnóstico da executiva, a explosão de ambientes temporários registrada no pós-pandemia foi uma resposta tática imediata para reaquecer o contato físico com o público e gerar buzz digital. O modelo imersivo, que teve a grife Lancôme como uma de suas pioneiras, espalhou-se rapidamente e consolidou as ativações altamente compartilháveis. No entanto, o momento atual exige um refino que ultrapasse a barreira estética superficial.
No lugar de contêineres e estandes temporários concebidos apenas para impacto visual, as marcas de luxo passam a apostar na ocupação física de endereços dotados de patrimônio histórico, curadoria artística e peso simbólico. Espaços como antiquários de prestígio, galerias de arte contemporânea, rooftops históricos, residências de valor arquitetônico, clubes de economia criativa, livrarias conceituais, praias urbanas e alamedas icônicas deixam de ser simples locações e passam a atuar como agentes ativos da narrativa das marcas.
“O luxo contemporâneo não está necessariamente no excesso, mas no acesso a vivências íntimas, curadas e cheias de significado. Existe uma valorização muito maior do tempo, da descoberta e da sensação de exclusividade”, complementa a executiva da agência.
Esse amadurecimento tático caminha em perfeita sintonia com as diretrizes internacionais adotadas por potências da moda como Jacquemus, Miu Miu, Louis Vuitton e Chanel, marcas que vêm consolidando sua imagem por meio do patrocínio e da ocupação de cafés, clubes de praia privados e intervenções urbanas sofisticadas.
Esse cenário abre espaço para o crescimento das chamadas quiet luxury experiences. O conceito substitui a ostentação visual e a logomania por acesso restrito, sofisticação silenciosa e alta bagagem cultural. Sob esse novo direcionamento, ganham tração formatos como collabs culturais inéditas, recepções ao pôr do sol, block parties autorais com listas fechadas e encontros em dinâmicas diurnas e menos óbvias, que fogem deliberadamente da lógica tradicional dos grandes eventos noturnos e da superexposição.
Para a V3A, essa evolução sinaliza um novo patamar de maturidade para o segmento de live marketing. As ativações de marca deixam definitivamente o papel de vitrines estáticas de exibição de produtos e passam a operar como plataformas perenes de construção de comunidade, repertório e perenidade de marca.
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Twix e agência Fbiz oficializam conceito ‘Hat-Twix’ em nova fase de campanha voltada ao futebol

A marca de chocolates Twix, pertencente ao portfólio da Mars Snacking, anunciou o desdobramento da campanha “Dois é mais que um” voltado ao universo do futebol. Criada em parceria com a agência Fbiz, a iniciativa batizou a conquista de um jogador que marca dois gols na mesma partida como “Hat-Twix” — uma alusão bem-humorada ao termo hat-trick, tradicionalmente aplicado a três gols no mesmo jogo.
A comunicação tem início com um filme publicitário para ambiente digital (Instagram, TikTok e YouTube) estrelado pelo ex-jogador e criador de conteúdo Fred Guedes. A estratégia de amplificação apoia-se em parcerias de mídia e entretenimento esportivo com a plataforma de estatísticas 365Scores e o canal Flow Sport Club. O 365Scores enviará notificações push em tempo real aos usuários no momento exato em que ocorrer um “Hat-Twix” em partidas do calendário nacional, além de realizar cobertura in loco nos estádios. Já o Flow Sport Club promoverá edições do programa Várzea, lives de reação aos jogos e uma premiação especial no encerramento da temporada.
“A campanha ‘Dois é mais que um’ sempre buscou celebrar a indulgência e os bons momentos que ficam ainda melhores quando chegam em dose dupla. Levar essa conversa para o futebol nos permite conectar a essência de Twix® a um dos momentos mais marcantes de uma partida: o gol. Com o Hat-Twix, transformamos dois gols em um momento proprietário para a marca”, destaca Denise Door, diretora de marketing de chocolate, cookies e Parati na Mars Snacking.
“Partimos de ‘Dois é mais que um’ pensando em como levar o conceito da marca para a cultura. E, no Brasil, poucos assuntos falam com tanta gente quanto o futebol. O Hat-Twix nasceu daí, como um jeito simples e divertido de fazer o ‘dois’ entrar na conversa dos torcedores”, acrescenta Rodrigo Guimarães, vice-presidente de criação da Fbiz.
Com a ação, a Twix busca fincar presença na cultura esportiva e no ecossistema de conteúdo digital brasileiro, utilizando o futebol para reforçar a proposta de valor do produto vendido em duas barras.
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Mudança em convenções corporativas prioriza engajamento, personalização via IA e networking estratégico

As convenções corporativas estão passando por uma transformação estrutural, migrando de apresentações unilaterais e agendas densas em palcos principais para formatos com foco em participação, imersão e geração de conexões reais. O movimento reflete dados do estudo global The State of Events 2026, realizado pela EventsAir com mais de 380 profissionais do setor, que apontou que 74% dos executivos consideram o engajamento do público o principal indicador de sucesso em eventos presenciais, enquanto 39% indicam essa dinâmica como seu maior desafio operacional.
Atenta às mudanças do mercado de live marketing, a diretora de eventos e live marketing da Costa Brava, Fernanda Fernandes, aponta três tendências que passam a nortear o planejamento das convenções das companhias:
Menos plateia e mais participação: Substituição de palestrantes passivos por mecânicas imersivas, como workshops, votações simultâneas, ativações sensoriais e dinâmicas colaborativas.
Personalização impulsionada por inteligência artificial: Aplicação de IA nos bastidores para análise de perfis, criação de trilhas de conteúdo sob medida, assistentes virtuais e agendamento de reuniões, alinhado à pesquisa global da Hilton que revelou que 67% dos participantes acreditam no potencial da tecnologia para individualizar experiências.
Networking estruturado: Transição dos intervalos tradicionais de coffee break para abordagens planejadas de relacionamento, englobando mesas temáticas, programas de matchmaking por interesse, mentorias curtas e rodas de conversa direcionadas.
“Hoje, não basta reunir centenas de pessoas em um mesmo espaço e entregar conteúdo. Uma convenção precisa criar oportunidades reais de participação e conexão. O público quer entender por que está ali, fazer parte daquela experiência e sair do encontro com algo que faça sentido para sua relação com a empresa”, ressalta Fernanda Fernandes.
Com as novas abordagens, a Costa Brava reforça o papel estratégico dos eventos corporativos na construção de memória de marca, engajamento de equipes e alinhamento de diretrizes organizacionais.








