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74% dos brasileiros só se sentirão seguros para retomar suas rotinas após a vacinação

Muito se falou durante o ano passado sobre os impactos que a pandemia nos traria e o quanto ela iria influenciar nossos hábitos futuros. Com a tão esperada vacinação já em andamento em muitos lugares do mundo, e a esperança de retorno à normalidade mais próxima, como as empresas e marcas podem aproveitar essa oportunidade e ajudar as pessoas a alcançar a mudança que dizem que desejam?
Os consumidores estão fazendo sua parte. 79% se declaram muito cuidadosos com as medidas de higiene e proteção contra o novo coronavírus, 75% afirmam que se afastam quando outras pessoas se aproximam, e a busca por informações é outra característica do momento: 59% das pessoas checam diariamente os números de mortos e infectados. Isso já podia ser notado em março, quando foram registradas 13 das maiores audiências diárias de TV dos últimos cinco anos.
A preocupação com a saúde é realmente grande. Em 2020, o setor de vitaminas, multivitamínicos e cálcio cresceu 6,2 pontos percentuais, conquistando mais 3,4 milhões de lares em todo o país. Só as multivitaminas, sozinhas, foram responsáveis por 2,4 milhões de novos lares.
Com todo o cuidado individual, a intolerância com o desrespeito às regras e aos decretos é considerável. 73% garantem sentir raiva e 65% pensam que deveria haver multas para essas pessoas.
Os consumidores precisam de evidências fortes e físicas de comportamento de prevenção para se sentirem seguros novamente. Os 4 principais aspectos mencionados neste sentido são: em primeiro lugar a vacinação com 74%, seguida pela obrigatoriedade do uso de máscaras e o distanciamento social, ambos com 48%. Já a esterilização frequente dos lugares visitados foi citada por 39% dos respondentes.
A mudança de hábitos e comportamentos já é realidade. Além dos hábitos relacionados à saúde, onde 32% dos brasileiros aumentaram os cuidados com a higiene, outros comportamentos relacionados ao dia a dia também foram impactados, como o aumento de compras online e o tempo em que ficam em casa para 28%. Outros 26% têm trabalhado mais de casa no regime de home office, por exemplo.
Gráfico1
Comparado com o período pré pandemia, quais desses hábitos você tem feito mais?
73% dos entrevistados acreditam que os hábitos irão mudar depois da pandemia, sendo as maiores mudanças relacionadas a uma existência muito mais digital e passando mais tempo em nossas casas.
Gráfico2
Em geral, como você acha que os hábitos das pessoas mudarão? % Aumentar ou diminuir
Entre tantas mudanças, um grande número de pessoas encontrou alguns benefícios nos novos comportamentos, que resultaram de uma mudança forçada nas circunstâncias. Embora a natureza humana não mude, novas percepções sobre a família, a comunidade e o meio ambiente, juntamente com alguns novos comportamentos, foram estabelecidas. 46% passaram a valorizar mais os entes queridos, 31% a aproveitar mais a vida, 25% a se preparar mais para desafios futuros e 23% já buscam um melhor balanço entre vida pessoal e profissional.
O que as marcas e empresas podem fazer?
Como sempre, bens e serviços devem manter as pessoas seguras. A garantia visual agora é necessária – evidência de que eles estão seguros. Mas as pessoas tiveram experiências muito diferentes e emergirão com necessidades diferentes que as marcas precisarão entender e atender.
Isso terá impacto nas categorias e nos espaços de demanda, nos momentos que importam, no valor e na relevância que atribuem às marcas e nos canais pelos quais as acessam. As marcas precisam entender essa mudança para permanecerem relevantes e se moverem com sucesso para novas condições.
Algumas categorias tiveram um desempenho muito bom durante a pandemia da COVID-19 e algumas marcas melhoraram sua relevância e reputação. Muitas outras precisam se recuperar rapidamente, identificando as oportunidades de escala centrais enquanto se preparam para o futuro. Talvez será necessário revisitar seus fundamentos (necessidades, público, oferta, propósito, posicionamento) ou mesmo sua execução (experiência, comunicações, canais, inovação etc.).
Resumindo, é importante entender a mudança ocorrida, examinar o status da sua marca neste contexto e identificar as oportunidades que irão reacender a demanda.
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Méqui 1000 transforma fachada na Avenida Paulista em “Onda de Cheddar” para impulsionar estratégia digital

A Avenida Paulista, coração financeiro e cultural de São Paulo, tornou-se o palco de uma intervenção sensorial que marca a estratégia de verão do McDonald’s. Criada pela GALERIA.ag com planejamento de live marketing da Faro Experiências, a ação transformou a fachada do Méqui 1000 — a milésima unidade da rede no país — em um cenário imersivo e altamente “instagramável”. Durante todo o mês de janeiro, a ambientação temática convidou o público a interagir com a “Onda de Cheddar”, uma campanha que celebra a família completa de produtos, incluindo o Duplo Cheddar McMelt, o Duplo Chicken Cheddar McMelt e a exclusiva Piscininha de Cheddar.
O projeto foi estruturado sob a lógica do brand experience, onde o espaço físico atua como o gatilho inicial para a amplificação orgânica nas redes sociais. Ao transformar um prédio icônico em conteúdo visual, a marca consegue pausar a rotina acelerada da cidade, gerando uma conexão espontânea com os consumidores que se tornam os principais distribuidores da narrativa por meio de seus registros digitais. Segundo Fauze Abdouch, sócio e diretor da Faro Experiências, a fachada não funciona apenas como decoração urbana, mas como uma plataforma de mídia real que, à noite, ganha novos contornos com um jogo de luzes projetado para maximizar o alcance das capturas de imagem.
A iniciativa reforça uma tendência crescente no marketing contemporâneo: a integração total entre conceito e execução desde o nascimento da campanha. Ao invés de o live marketing ser o encerramento de uma jornada, ele é posicionado pela Faro e pela GALERIA.ag como o início da conversa. Para os idealizadores, o sucesso da ação no Méqui 1000 reside na capacidade do ambiente físico de alimentar o ecossistema digital com verdade e relevância, provando que espaços urbanos, quando pensados de forma estratégica, são poderosos geradores de engajamento e presença de marca.
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Bizsys e OMO reinventam mobiliário urbano com “gol tecnológico” na Praça Charles Miller

A interseção entre tecnologia aplicada e publicidade exterior ganha um novo capítulo com a ativação “OMO Varzenal”, instalada em um relógio de rua da JCDecaux, em São Paulo. O projeto, que leva a assinatura técnica da Bizsys — especialista em projetos especiais para o setor de OOH (Out of Home) —, transforma o mobiliário urbano convencional em uma peça cenográfica dinâmica. No lugar da estrutura padrão, foi instalado um gol cenográfico onde uma bola realiza o movimento contínuo de estufar a rede, criando um efeito visual que rompe com a estática do cotidiano urbano para impactar quem circula em frente ao Estádio do Pacaembu.
Desenvolvida em parceria com a agência MullenLowe Brasil, a ação é parte de uma estratégia 360 para o lançamento do documentário “Varzenal – Se Sujar É Glória”, produzido em parceria com a KondZilla. O filme narra a trajetória de oito times de várzea paulistanos que disputaram uma final no Emirates Stadium, em Londres. Segundo Vinicius Menezes, gerente de marketing de OMO, a ideia central foi permitir que o público adentre o universo do futebol de várzea através de experiências táteis e visuais. “Estamos muito contentes com o resultado dos nossos relógios de rua que se transformam em uma experiência para o público.” Para viabilizar a ideia, a Bizsys desenvolveu um sistema mecânico que garante a fluidez e o realismo do movimento da bola, respeitando rigorosos critérios de segurança e integração com o espaço público.
Para os executivos envolvidos, o projeto reforça como o contexto e a engenharia podem potencializar o recall de marca. Rodrigo Cassino, CEO da Bizsys, destaca o desafio de converter uma cena reconhecível em um movimento real e seguro no ambiente da cidade, enquanto Silvia Rammazzotti, diretora de marketing da JCDecaux, enfatiza a capacidade do mobiliário urbano de se transformar em uma ferramenta de conversa e surpresa. Fabio Nunes, diretor de criação da MullenLowe Brasil, reitera que o objetivo foi transformar um elemento cotidiano em uma peça icônica, gerando curiosidade e engajamento direto com o documentário e os valores da marca OMO.








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