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Quanto custa morar no Vale do Silício?

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Uma van sem motor é o custo para morar no Vale. Não é nenhum segredo que o ecossistema do Vale do Silício não se replica e atrai a todos os idealistas com ideias muito criativas para mudar o mundo. O lugar nasceu de uma universidade que aceitava mulheres e não ensinava cristianismo já quebrando todos os tabus. Com isso “colecionava” mentes inquietas que criaram grandes empresas, que atraíram grandes executivos e grandes parceiros, consequentemente, grandes investidores.

Hoje a indústria de startups movimenta a região. Todos têm uma ideia ou empresa em fases diversas de maturação e todos os recursos estão aqui, só precisa ter a coragem de se expor em intermináveis sessões de network. Com foco em uma semana, o “startapeiro” tem a ideia, constrói o business plan considerando todos os players de mercado, arruma pares e investidores, testa o produto, corrige o caminho e se lança no mercado. Eu mesma já fiz isso em formato de laboratório. Lancei um delivery de sorvete com um grande professor da região. Até tivemos demanda, apesar de não termos os produtos. E a ideia veio de observar o delivery de combustível de um rapaz que estava também testando o conceito comigo, sem que eu soubesse. Coisas do Vale.

Isso aqui é a bolha da bolha da bolha. Morando em frente à delegacia, por mais de um ano, nunca ouvi uma sirene. O foco é outro. Ninguém quer tirar vantagem de ninguém, o “barato” está em criar empresas, fazer código – a nova linguagem que todos precisam saber para conseguirem se comunicar por aqui. Ou vão andar com tradutores, os hackers que são a tribo local. Mas o que queria mesmo contar aqui é sobre o Quartel General de uma empresa de Cingapura, Halogas (GLP).

A história aconteceu quando estava saindo de uma reunião na 42, escola que está mudando o conceito de educação no qual alunos ensinam alunos a codificar e com isso estão melhorando os algoritmos e fazendo com que unicórnios (empresas com mais de um bilhão de dólares), como Apple, Google, Facebook e Amazon derrubarem o pré-requisito de cursos universitários, já que a maioria dos “cadetes” não tem idade universitária e estão assumindo cargos gerenciais. No estacionamento tinha uma van antiga pichada (ou decalcada) com os dizeres “Halogas” (nome da empresa) US HQ, e três jovens em reunião em frente da van.

A curiosidade foi maior que o senso de discrição e fui “fazer network“. Resumindo, o rapaz de 21 anos veio de Singapura com o sonho de conseguir investidor para sua startup-uber de gás de cozinha. Percebeu que a concorrência era grande e que não falava a “língua” necessária (código) e como o ensino não tem custos, além de terem direito a dormitórios, workshops, acesso livre 24/7 a computadores potentíssimos e carregados de todos os programas necessários, decidiu há um ano começar a codificar ali na 42. Como não se deu bem com os companheiros de quarto, decidiu comprar uma van por 300 dólares, guinchou para o estacionamento da escola por 100 dólares, pintou e mobiliou com 150 dólares (moveis do Ikea e aquecedores de camping), e com investimento de menos de 600 dólares “mora” no vale do silício, tem escritório garantido em um dos metros quadrados mais caros do globo e está “bombando” com o lançamento do seu negócio.

Disrupção? Resiliência? Foco? Inteligência emocional? Pode dar o nome que quiser. Enquanto casas de madeira são alugadas pelo valor de mansões em outro lugar do mundo, o empresário achou seu lugar ao sol. E olha que bate sol forte aqui na Califórnia.Diz se isso não faz repensar conceitos?

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2020 não vai deixar saudades, que venha 2021: o ano da humanização

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E chega ao fim o psicodélico ano de 2020. Não que vá mudar muito, mas nós, brasileiros, precisamos do ritual de passagem de ano para renovar os “vouchers”, passar a régua e zerar tudo. Neste momento, nos sentimos como se este período vivendo “um dia de cada vez” estivesse para encerrar.

Não há desânimo, desde que possamos deixar pra traz as dores criadas pela adaptação à digitalização corporativa a toque de caixa, ao homeschooling e ao multitasking entre reuniões com acionistas e prospects e as pilhas de louça do almoço.

Este definitivamente foi um ano complexo para muito além das adaptações profissionais: não tivemos sequer o direito ao acalanto de um abraço de quem amamos ou de sair de casa livremente para espairecer. Não foi à toa, portanto, que tantas pessoas desenvolveram problemas emocionais. Sim, 2020 poderá entrar para a história como o ano em que o mundo todo acumulou uma verdadeira coleção de frustrações.

Mas nem tudo foi ruim e, certamente, um dia também poderemos olhar pra traz e constatar que este foi o ano das reinvenções. Fomos obrigados a ousar saindo da caixinha para sobreviver.

Muitos processos que estavam engatilhados para acontecer nos próximos 10 anos, impressionantemente se concretizaram em seis meses. No setor de MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions – os chamados ‘work remote destinations’ começaram a ganhar espaço a partir da implementação do home office. Já que é possível trabalhar de qualquer lugar além do escritório ou da própria casa, por que não trabalhar de um lugar paradisíaco com boa infraestrutura e espaço para toda família?

Segundo o booking.com, destinos nacionais para estadias longas saltaram de 45% para 75% durante a pandemia. Agora, com mais tempo junto à família e a nós mesmos, assumimos a responsabilidade de sermos felizes, estando na base da pirâmide de Maslow. Antes, o conceito de felicidade era praticamente terceirizado para a “firma”, que era onde passávamos maior parte das vidas.

Humanização

E o que será do tão aguardado 2021? A equipe de Thinkers da Wish International – grandes mentes que compõem nossa malha de palestrantes – já bateu o martelo sobre a grande tendência do próximo ano e a palavra principal é: humanização!

Um ano de salve-se quem puder não pode ser um ano de comunicação ou de networking de qualidade, não é mesmo? Depois de tanto ansiedade, solidão e da necessidade de dar um booster nos negócios, agora chegou a hora de uma reaproximação – mesmo que híbrida – entre os seres humanos.

Em 2021, aquele cara que passou anos lado a lado com você, ouvindo o seu ‘bom dia’, falando sobre os últimos acontecimentos da vida e do trabalho e, também, servindo como uma verdadeira válvula de escape para a pressão do dia a dia, precisa voltar para sua vida. Assim como todos que ficaram em sua memória emocional.

Há muitas expectativas para este que deve ser o ano do propósito. Afinal, se existe um vírus letal lá fora, por que engajar com pessoas e situações que não fazem seu coração bater mais forte? A “vida é muito curta” foi um wake up call que nos fez entender que mesmo produtos e serviços precisam daquele “je ne sais quoi” que nos faz sorrir sozinhos. Resumindo: ‘ou soma ou some’ e esta expressão também pode ser o chamado para que a publicidade se reinvente.

O WebSummit – maior conferência da Europa em tecnologias, realizada anualmente desde 2009 – aconteceu no início de dezembro em versão virtual e, neste ano, promoveu uma verdadeira imersão em tendências de empreendedorismo e inovação do mercado. Uma delas foram os novos 4 Ps: Purpose (propósito), Pulse (pulso), Performance (desempenho) e Pace (ritmo). Eis então a nossa tarefa para 2021: adequar e expandir no ano onde já moram tantas expectativas e esperanças.

Tintim e Feliz 2021!

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Rimini e as lições para o futuro dos eventos presenciais

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Enfim, uma boa notícia em meio a essa loucura de pandemia que estamos vivendo: um evento presencial. Rimini, na Itália, teve a coragem de levar para seu centro de convenções expositores de destinos europeus, arcando com a logística dos compradores, grandes players do setor como operadoras e empresas criadoras de experiências como a Wish, cujo escritório da Europa marcou presença. Foi a primeira feira de exposições de destinos para turismo de negócios (MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions) desde fevereiro, quando o lockdown foi decretado no país. 

E o que mudou? Qual o novo normal nessa nossa indústria que apanhou tanto? Complicado afirmar se foi early adopters de um novo normal ou se a falta da vacina ou cura atrasaram reações, mas o networking foi o principal “produto” do momento. Em vez de comprarmos quartos de hotel, contratarmos companhias aéreas ou serviços de turismo de luxo estávamos lá para entender quais destinos estão preparados para oferecer a nova vedete do mercado: a segurança.

Buscamos quem legitimamente tem o propósito de oferecer as emoções geradas em uma viagem, mas desta vez quem também deixou de lado a ganância das “quantidades” e se adaptou a essa nova realidade de “distanciamentos e protocolos”. Focamos em descobrir como os hotéis estão planejando suas “entregas” para que não se criem longas esperas e filas, nem tampouco que a histeria dite as regras. Outro ponto central das trocas de informações se deu na avaliação sobre quem realmente tem o potencial de gerar paz de espírito para quem está viajando.

Por fim, observamos com cautela quais os parceiros tiveram recursos para superar 2020. A maioria dos players era europeu e sabemos que o verão de lá aconteceu normalmente. As pessoas viajaram, frequentaram restaurantes e se adaptaram aos abre e fecha das fronteiras. 

Neste cenário, onde reinou o calor intenso, países com França e Alemanha puderam medir os grandes impactos da pandemia nos seus faturamentos provenientes das visitas de temporada. Enquanto isso, a República Checa, um dos mais liberais em termos de quarentena e lockdown, mostrou que não foi tão afetado economicamente. Os países de praia, como Espanha, que não sobrevivem sem o turismo de verão, apostaram em abrir as fronteiras e arcaram com as consequências durante o outono – uma estratégia que salvou parte da cadeia do turismo, mas levou a um aumento dos casos de Covid-19. 

Já os países onde o turismo não era fonte principal de ganho estão aos poucos se abrindo para a possibilidade de receber um público externo interessado em explorar ares diferentes. Nestes locais há um movimento voltado às férias de inverno, impulsionadas pelo atrativo dos esportes de neve, como opções para o último quarter de 2020 e primeiro de 2021.

Se olharmos para o segmento de eventos e ações de live marketing intercontinentais, é possível ainda indicar que as regras estão ficando mais claras. As entradas nos países europeus só serão aceitos quando o local de origem do passaporte tiver registrado 14 dias consecutivos como índices de infecção pelo novo coronavírus abaixo de 1%, o que infelizmente não é uma realidade que parece estar próxima para Brasil ou Estados Unidos.

Ainda estamos ilhados. Mas pelo menos, vendo mudanças dentro de cada um dos territórios que podemos observar, ainda que ao longe. Um pouquinho de perspectiva, não é?

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