Storytelling está na pauta das empresas

25 de julho de 2016
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Os especialistas Fernando Palácios e Martha Terenzzo se unem no lançamento do livro O Guia Completo do Storytelling. A obra chega ao mercado com objetivo de mostrar metodologias claras e técnicas que podem ser usadas e aplicadas por diversos profissionais, além de aprofundar a ferramenta em ambientes empresariais, mercadológicos e corporativos.

1 – Como nasceu a ideia do livro?

Vimos que no Brasil o tema era abordado em dois eixos: o storytelling para memória corporativa e publicidade. No entanto, entendemos que o tema é muito maior e pode ser aplicado a Ciência, Jornalismo, Liderança, Startups. Nossos alunos pediam obras que abordassem vários desses temas. Estudamos, lemos, compramos todos os livros internacionais para entender os modelos, conversamos com diversos clientes e iniciamos uma obra inédita aqui e no mundo, pois ninguém fez esse tipo de abordagem, por isso é um Guia. A ideia de guiar a pessoa pelo assunto.

2 – Quem é o público alvo da obra?

Nós apostamos que muitos executivos vão ler. Mas temos como público interessado toda pessoa que deseja saber o que é, para que serve e técnicas de aplicação. Há também um público de estudantes ávidos pela informação. Acreditamos que todos que precisam potencializar a comunicação deve ler.

3 – Quais os pontos de destaque do Guia?

O livro foi escrito pensando no contexto atual mundial. Por isso iniciamos com ética. Esse assunto é muito forte e o ano passado, palestramos sobre o tema no Festival Cristal em Courchevel, na França. Além disso, explicamos a diferença entre storytelling e storydoing, temos vários cases e exemplos vividos por nós.  Vale o destaque para as diversas aplicações de Storytelling que vai de ciência, turismo, educação, entretenimento. E como um Guia, temos que ter os níveis de evolução do Storytelling e um estojo de técnicas para aplicar. Ao final damos boas dicas de repertórios e uma vasta bibliografia.

4 – Como o storytelling pode ajudar no desenvolvimento das marcas?

De várias formas, entre elas para lançar uma marca, conquistar novos públicos com sua história. Engajar seu público interno é também uma forma de desenvolver a marca, um target esquecido muitas vezes. Uma startup no inicio não tem uma história ainda formada, mas para chegar na startup essas pessoas tem suas vidas e jornadas, é nessa hora que podemos usar o Storytelling para construção de um universo não ficcional ou ficcional. Além disso, temos no livro um capítulo explicando alguns problemas que podem ser resolvidos usando o Storytelling, demos o nome de TOOLKIT.

5 – Em qual estágio está o storytelling no Brasil?

O Brasil tem avançado bem, de 5 anos para cá vimos uma evolução de aplicação com muita inovação. Não se trata apenas de grandes empresas, ao contrário, gestores de médias empresas têm mais liberdade de inovar e investem em storytelling. Aplicações na educação começam agora a surgir, mas no Design tem sido aplicado com sucesso. E claro há um aumento pela demanda do storytelling para times e projetos de engajamento.

6 – Em qual país essa ferramenta é mais desenvolvida? E a quanto tempo é utilizada?

Gostamos de utilizar a palavra metodologia ou conjunto de técnicas, ao invés de ferramenta, pois são muitas técnicas possíveis desde a mais simples a mais sofisticada quando é possível inovar e usar transmidia. O país que usa mais são os Estados Unidos que sempre esteve a frente, mas a Inglaterra especificamente Londres também utiliza há bastante tempo e com bastante inovação. O Storytelling aplicado ao mundo dos negócios excluindo a ideia de ser focado na publicidade, vem crescendo desde 2005. Algumas empresas de tendências detectaram a falta de conectividade das propagandas e conteúdos tradicionais junto aos seus públicos, observaram também que a falta de atenção ia crescer e que narrativas seriam importantes. Realmente o mercado cresceu desde então e hoje é aplicado em muitas áreas, como explicamos no livro.

7 – De que maneira pode-se tratar o storytelling como patrimônio ativo das emrpesas?

Não achamos que ele é patrimônio ativo sempre, ele pode ser, mas antes de tudo o patrimônio são as pessoas e as marcas que fizeram a jornada da empresa. Isso é muito importante, sem isso não há storytelling. A partir desse pensamento, o storytelling pode ser um capital único de percepção genuína da marca junto aos seus stakeholders.

8 – Quais os cuidados a serem tomados no momento em que se usa o storytelling na estratégia de marketing das companhias?

Insistimos que não adiantar inventar uma historinha e colocar na mídia, nas redes sociais e na embalagem. O Storytelling pune. A história real virá a tona e pode destruir a reputação da marca. Portanto, seja ético, seja autêntico e verdadeiro, somos humanos e todas empresas são constituídas de pessoas. Storytelling é a transfusão de emoções. Não esconda seus conflitos e problemas, abra sua mente para o novo milênio. Ela já chegou.