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Marcos Trinca – O impacto das tecnologias imersivas nos negócios das empresas globais

Publicado

em

*Marcos Trinca

O avanço tecnológico tem transformado a vida das pessoas. Podemos notar essas transformações desde a chegada dos PCs, na década de 80, e como eles mudaram o nosso mundo, seja na forma de aprender, trabalhar e de se comunicar, já com a chegada da internet na década de 90. Desde então, a usabilidade das tecnologias só foi aumentando, ainda mais quando pensamos nos smartphones, que chegaram no início dos anos 2000. Hoje em dia é quase impossível se imaginar sem um desses aparelhos.

Relembrando todos esses cenários, é perceptível notar a mudança de hábitos da sociedade e como as pessoas passaram a consumir informação de formas diferentes. As transformações de consumo são muito constantes e caminhamos para uma nova década de revolução tecnológica, que ronda em torno das tecnologias imersivas, como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR).

A primeira experiência com realidade aumentada mais próxima das pessoas, sem dúvida, foi a do game Pokémon Go. No jogo, os usuários procuram por personagens do desenho animado e quando apontam o celular para um local físico, visualizam na tela do aparelho os personagens encontrados. Porém já vivemos um novo momento em que essa mesma tecnologia está sendo inserida em outros segmentos, como indústria, varejo, saúde, educação, imobiliário, entre outros.

Com os investimentos das empresas globais e a preocupação com a maneira de se comunicar com seu público, a grande vantagem desse movimento é para o consumidor, que tem à disposição uma inovação significativa para enriquecer sua experiência de compra, oferecendo uma opção prévia, participativa, motivadora e decisiva para o processo da compra. Por isso, é necessário buscar entender como a sociedade está respondendo aos novos paradigmas de consumo, e a forma de disponibilizar essa tecnologia faz toda a diferença.

Mais que uma tendência, esse recurso já está revolucionando o processo de compra, pois as empresas globais têm buscado inovar na forma de comunicar seus produtos e serviços por meio das tecnologias imersivas. Imaginar que hoje o consumidor pode visualizar o carro que deseja comprar projetado em sua garagem, ou mesmo simular a funcionalidade de um determinado produto, é transformador. Essas soluções estão ganhando destaque no planejamento estratégico das empresas, que pretendem surpreender os consumidores com um diferencial que tende a aproximá-los das marcas, inseridas diretamente em seus smartphones conectados à internet.

Outra ação que repercutiu positivamente foi a de vacinação infantil. A partir de um estudo divulgado em janeiro de 2017 pela Clínica Sansum, na Califórnia (EUA), as crianças que usavam o óculos 3D transmitindo uma história heroica no momento de receber a vacina relataram sentir 75% menos dor e 52% menos medo que as que tomaram a vacina sem o acessório. É incrível ver como a realidade virtual tem o poder de transformar esse tipo de experiência que, muitas vezes, pode ser traumática, envolvendo medo e ansiedade.

O setor de cosmético também tem conquistado resultados interessantes a partir da disponibilização de testes dos itens de beleza em tempo real, como a cor de um batom, o tom de um blush, o efeito que a maquiagem terá no tom de pele, representando comodidade, economia e praticidade para ambos os lados. Poderia citar outros muitos exemplos do impacto das tecnologias imersivas nos negócios e na vida dos consumidores, mas já antecipo que a tecnologia veio para ficar e, o que parecia distante, possível apenas em filmes de ficção científica, está presente em nosso dia a dia com potencial para mudanças significativas. As empresas que olharem para as tecnologias imersivas como uma solução estratégica, ganharão notoriedade e ainda mais competitividade no mercado.

* Marcos Trinca é Head de XR da More Than Real, empresa brasileira referência global no desenvolvimento de experiências e soluções de Realidade Aumentada. Há 20 anos empreendendo no mercado de tech, é desenvolvedor, matemático, músico e estudioso do impacto da tecnologia no comportamento da sociedade.

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Por que a IA será a principal tecnologia de 2024?

Publicado

em

*Juan Pablo Ortega

A Inteligência Artificial é uma verdadeira tendência no mercado global e brasileiro, com companhias de diversos segmentos implementando-a em seus negócios e processos. Para se ter uma ideia, um estudo recente divulgado pela Microsoft e Edelman Comunicação mostra que 74% das micro, pequenas e médias empresas do Brasil já a utilizam em seus fluxos de trabalho, aumentando o investimento de 27%, em 2022, para 47%, em 2023.

Além disso, um outro levantamento, desta vez do  Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) feito em cinco países, incluindo o Brasil, mostra que a IA será a principal tecnologia de 2024. Boa parte da razão por todo esse interesse por ela é a automação de diversas tarefas, fazendo com que times de empresas de diversos segmentos sejam mais eficientes e ágeis, com maior foco no core business.

Isso é o que mostrou um estudo feito no Brasil pela Access Partnership em parceria com a Amazon Web Services. De acordo com o levantamento, 97% de todos os empregadores do país pretendem utilizar a tecnologia até 2028, acreditando que a produtividade pode crescer 66% por meio dela. Além disso, 68% dos empregados veem a automatização de tarefas como o principal benefício.

O fato é que além dessa questão das tarefas, a Inteligência Artificial permite que empresas regionais alcancem uma atuação mais global. Isso porque a tecnologia elimina a barreira de linguagem. Então, por exemplo, um player da Colômbia que criou um negócio por lá não terá mais dificuldade em se comunicar com empresas ao redor do mundo, já que a tecnologia é capaz de se expressar em diferentes idiomas.

E um dos setores bastante beneficiados pela tecnologia é o de e-commerce. Estudo da Gartner aponta que o mercado global deve movimentar, até 2030, US$16,8 bilhões graças ao impulsionamento da Inteligência Artificial (IA) nesse setor. Aqui, vale destacar que o maior benefício se dá na parte de pagamentos, já que a ferramenta é capaz de identificar certos padrões e comportamento por usuário, como produtos usualmente adquiridos, valores das transações, localidade em que são feitas, métodos mais utilizados, etc.

Assim, a experiência do consumidor nessas plataformas tende a ser mais rica, pois a empresa consegue conhecer melhor quem está comprando seus produtos e, dessa forma, fazer ofertas mais assertivas, engajar mais clientes e converter mais vendas. Além disso, justamente por saber mais do perfil do usuário, a IA é efetiva no combate a fraudes, pois consegue detectar mais facilmente quando os padrões de transação de um certo consumidor estão fora do normal.

Contudo, uma das melhores funcionalidades da IA também pode ser seu maior desafio. Hoje em dia, as chamadas “deep fake” são uma verdadeira dor de cabeça tanto para consumidores quanto para as companhias, pois essa tecnologia consegue imitar o rosto e a voz de uma pessoa de forma muito convincente, o que acaba sendo o suficiente para um golpista se aproveitar disso para cometer os mais diversos crimes. Para se ter uma ideia, dados da consultoria Markets and Markets estimam que o investimento em soluções para detectar essas imagens fraudulentas deverá aumentar 41,6% anualmente nos próximos cinco anos. Além disso, o mesmo levantamento aponta que os custos com as ferramentas focadas neste propósito devem ir de US$ 600 milhões, em 2024, para US$ 4 bilhões até 2029.

Dessa maneira, mesmo com tamanhas vantagens, os players devem ficar atentos e pensar em soluções para mitigar esses riscos trazidos pela aplicação criminosa da Inteligência Artificial. Em relação às deep fakes, por exemplo, é importante seguir algumas dicas como conferir a qualidade do vídeo, verificar a sincronia labial com o que se está sendo dito e, em caso de desconfiança, fazer alguma pergunta específica em que somente o verdadeiro interlocutor saberia a resposta.

Além disso, claro, sempre contar com ferramentas tecnológicas capazes de aferir a identidade correta do usuário. Um bom exemplo desse tipo de solução é a tecnologia 3DS, protocolo de autenticação para transações com cartão que é constantemente atualizado pelas bandeiras. Por meio dela,  é exigido do possível comprador uma etapa adicional de verificação do via SMS ou validações via aplicativos dos bancos. Isso inibe as ações de golpistas e ainda envia um alerta para os bancos em casos muito suspeitos.

Podemos concluir que a IA é uma tecnologia que veio para ficar, representando o futuro dos negócios ao redor do mundo. Por mais que ainda tenha algumas falhas que necessitam de ajuste urgente, não é nada impossível de ser consertado ou que então invalide as outras vantagens trazidas. Precisamos ter sempre em mente que a tecnologia anda ao nosso lado, facilitando nossa vida e possibilitando que o mercado tenha melhores resultados.

*Juan Pablo Ortega – CEO e cofundador da Yuno

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IA Generativa, busca por voz e influenciadores: o que esperar do marketing de performance ?

Publicado

em

*Salomão Araújo

Estamos acompanhando grandes mudanças nas estratégias de marketing de performance e é preciso se preparar para o novo momento do mercado e das boas práticas do marketing digital. O segmento está se preparando para uma jornada transformadora, oferecendo às empresas novas oportunidades de crescimento e inovação. Estratégias baseadas em parcerias com produtores de conteúdo crescem cada vez mais, assim como a necessidade de identificar modelos de mídia mais eficazes e sinergias entre consumidores, afiliados, anunciantes e redes de mídia em setores e verticais em crescimento.

E o mercado já demonstra otimismo maior do que em 2023: levantamento realizado pela plataforma brasileira Influency.me revelou que 68% dos 300 participantes entre influenciadores, agências, assessores e marcas, pretendem aumentar o investimento em marketing de influência em 2024. Com a adoção acelerada de IA generativa, novas formas de impacto, engajamento e interatividade emergem no mercado, e a capacidade de antecipar e se adaptar a mudanças dinâmicas torna-se fundamental. Pesquisa da The Good Strategy fez um levantamento destacando alguns números importantes para o crescimento do segmento de afiliados, apontando que o valor global do mercado de afiliados foi estimado em US$ 16,2 bilhões até o terceiro trimestre de 2023 e que este mesmo mercado deverá atingir US$ 27,78 bilhões até 2027 e US$ 38,3 bilhões até 2030.

Considerando essas projeções e mudanças esperadas é preciso estar preparado para construção de estratégias assertivas para aproveitar a boa onda. Um dos pontos de atenção será a adoção acelerada de automação e integração de IA. Aplicativos como Dall-E e Chat GPT tem ganhado cada vez mais destaque e mais de 90% dos profissionais de Marketing de Afiliados nos EUA já fazem uso da IA generativa, principalmente para criação de conteúdo, copywriting e pesquisa de mercado.

A IA continuará a se integrar à gestão diária de programas de afiliados, facilitando a correspondência entre marcas e produtores de conteúdo. Os afiliados precisarão elevar seus padrões para se manter bem posicionado em rankings orgânicos, com foco em proteger seus resultados de pesquisa. Em meio a atualizações dos algoritmos em mecanismos de busca, eles aumentam as taxas de colocação e comissões para anunciantes.

Também é esperado um aumento dos buscadores por voz. Em 2021, o relatório State of Search Brasil já demonstrava que 42% dos usuários de dispositivos mobile utilizavam tanto a  pesquisa por texto como a função de busca por voz. Para se ter uma ideia, o número de celulares conectados ultrapassa o número de habitantes no Brasil, sendo 242 milhões de aparelhos, de acordo com dados da FGV. Profissionais de marketing de afiliados precisarão otimizar estratégias para consultas de voz, priorizando palavras-chave conversacionais e conteúdo localizado para comunicar aos seus públicos de interesse com maior assertividade.

Tão potente quanto a IA e os buscadores por voz será o poder das parcerias com micro e nano influenciadores, que ganharão ainda mais destaque, oferecendo autenticidade e confiança. Parcerias com criadores de conteúdo e influenciadores crescerão  impulsionando iniciativas de conscientização de marca e descoberta de produtos, com ascensão de formatos de conteúdo em vídeo e compra direta.

Com metas de crescimento ambiciosas, veremos em 2024 um ano para testar novas automações alimentadas por IA, se aproximar de novos criadores de conteúdo e nano influenciadores, experimentar formatos de vídeo e consolidar orçamentos de marketing para manter a visibilidade e a relevância no ecossistema de afiliados.  À medida que os preços dos anúncios aumentam e sua eficácia diminui, o marketing de afiliados se mantém em ascensão, e as parcerias com produtores de conteúdo podem impulsionar o crescimento de forma mais eficiente para qualquer negócio. Ao abraçar essas tendências, as chances de se obter sucesso com o marketing de performance aumenta exponencialmente.

*Salomão Araújo –  VP Comercial da Rakuten Advertising

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