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Marcos Tadashi Uegama – Criatividade: vale a pena ir além dos 100%

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Por Marcos Tadashi Uegama*

Quem vive o dia a dia do mercado eventos sente a necessidade de se manter próximo a pessoas que tenham um DNA criativo, que não só apresentem boas ideias, mas que também saibam tirar do papel as estratégias pensadas para cada trabalho e que sejam capazes de ir (bem) além de tudo o que for proposto. Ao longo dos anos, tenho observado que “surpreender sempre” é o mindset que separa quem “faz eventos por fazer” daqueles que são imbatíveis porque “sempre fazem bem feito”. Também percebo que quem tem esse perfil nunca se esquece que proporcionar ao contratante tudo o que ele deseja, lidando com suas expectativas e, ao mesmo tempo, garantindo qualidade nas entregas é um trabalho de imensa responsabilidade. Portanto, quem vence sabe que, acomodar-se, jamais!

Uma coisa é certa: ao longo dos últimos anos, o grau de exigência (e de excelência) dos players desse nosso universo aumentou à medida que novas práticas foram introduzidas. Isso gera uma “provocação” antes das entregas, pois só quem está por dentro das tendências e as assume em seu cotidiano consegue se destacar e fidelizar os clientes. Num segmento aberto a novidades e ansioso por elas – a bola da vez é o uso assertivo da tecnologia na condução e execução de processos – tornou-se impossível dissociar a criatividade dos recursos tecnológicos, e não adianta ter ideias fabulosas ou insights maravilhosos se não há meios efetivos de transformar isso tudo em realidade. É aí que reside o nosso grande diferencial: a capacidade de sempre assumir uma posição de vanguarda, combinando uma equipe evoluída, ideias surpreendentes e uma infraestrutura operacional de respeito.

É muito interessante (eu diria até que é curioso) fazer parte dessa engrenagem e, ao mesmo tempo, ter um distanciamento crítico para observar a maturidade do time com o qual eu lido em meu cotidiano. E, definitivamente, é esse “fator surpresa” que se enche os olhos dos nossos clientes. Eu mesmo me surpreendo constantemente. E, por mais que eu conheça os projetos a fundo e saiba quais são os planos para cada job, as minhas expectativas sempre são superadas. Invariavelmente eu me pergunto: “nossa, como isso foi possível?”. A resposta é simples: sinergia, confiança mútua e uma busca incansável pela superação. E entrosamento, que é uma coisa que só se fortalece com o tempo – o mais “novo” em nossa equipe já soma cinco anos de casa.

Transformar em realidade o que é pensado em cada projeto é bem complexo, porque muitas vezes a criação não pode se balizar muito na técnica ou ser fechada. É preciso sempre pensar fora da caixa, porque pode acontecer, por exemplo, de surgirem ideias complexas, e caberá a nós concretizar tudo o que o criativo pensou. E, justamente por eles serem bons na hora de pensar, nós temos que acompanhar em alto nível a efetivação de cada projeto. É por isso que contamos com profissionais preparados para as mais diversas áreas e atribuições, porque cabe a nós bolar soluções para que tudo aquilo que foi criado dê certo.

É incrível ser testemunha da rápida transformação que passamos em termos de maquinário. Se há 10 anos usávamos martelo, prego e escada, hoje temos máquinas bem eficientes, que são os nossos trunfos para a execução de projetos que são aprovados em um prazo cada vez mais apertado – é importante destacar que quem não tem espaço fabril adequado e equipes treinadas não consegue suprir esse tipo de demanda que o mercado impõe. Para se ter uma ideia, um martelo pneumático reduz em 70% o tempo gasto em uma montagem, fazendo com que o funcionário não sofra lesões por fadiga (por conta dos movimentos repetitivos) e dinamizando a entrega como um todo. Já as plataformas verticais trazem segurança nos processos de montagem. Outro exemplo que vale destacar é o corte CNC, que nos ajuda a viabilizar muitos projetos, uma vez que conseguimos ter cortes perfeitos e aproveitamento máximo dos materiais, gerando pouco descarte. Quem imaginava que um dia teríamos à disposição no ambiente fabril de cenografia cortes com fresas, cortes a laser e seccionadoras – e tudo em um comando único e computadorizado?

Procuramos seguir um raciocínio industrial apurado, mas sem perder o raciocínio cenográfico, e sempre investimos em tecnologia, sem esquecer a preocupação com o meio ambiente. É esse o raciocínio que se aplica à nossa fábrica, um espaço com características de um green building e que é fruto de uma cultura que prega o uso consciente de recursos e a sustentabilidade ambiental. É nesse espaço que os sonhos dos nossos clientes se tornam literalmente realidade pela primeira vez, quando realizamos a pré-montagem antes da montagem final. É uma sensação indescritível ver o brilho nos olhos dos contratantes quando eles entendem que tudo deu certo – e que tudo irá dar certo no grande dia. Já chegamos a ouvir de uma cliente que era como se ela estivesse vendo o ultrassom do seu filho antes dele nascer. Isso, definitivamente, não tem preço!

Criatividade é isso: é dar o melhor de si, é fazer acontecer, é surpreender sempre. E sempre ir além dos 100% de possibilidades, com plena consciência de que o que está ótimo pode ficar excelente.

*Marcos Tadashi Uegama é gerente de produção da GTM Cenografia

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Cássio Rosas – Além do relacionamento: a importância do WhatsApp no marketing das empresas

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Por Cássio Rosas – Head de Marketing e Estratégia da Wiboo, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais 

A digitalização acelerada provocada pela pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade das empresas de incluírem, cada vez mais, os canais digitais em seus processos. Sem eles, as organizações não conseguiriam trabalhar, se relacionar e vender a seus clientes. Um dos mais importantes para tudo isso é o WhatsApp, o famoso aplicativo de mensagens presente há algum tempo na realidade brasileira. Pelo aplicativo é possível manter a produtividade dos colaboradores, conversar com os consumidores e até concluir as vendas. Por conta disso, é essencial incluir essa ferramenta nas estratégias de marketing e, assim, se aproximar ainda mais do seu público-alvo no futuro.  

 

O WhatsApp já faz parte integrante do dia a dia do brasileiro. No total, 99% dos smartphones brasileiros têm o aplicativo, de acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box. Não bastasse isso, 93% dos usuários no país confirmarem que abrem a ferramenta todos os dias. Seu uso, contudo, vai além da troca de mensagens. Levantamento do Congresso Nacional em 2019 mostra que é também a principal fonte de informação para 79% das pessoas. Portanto, nada mais natural que torne-se um “superaplicativo”, reunindo diversas funcionalidades – como a relação de compra e venda com empresas.  

 

Incluir o WhatsApp na estratégia de marketing nem chega a ser uma novidade. Desde a popularização do aplicativo, a partir de 2012 e 2013, organizações e agências se debruçam sobre as melhores estratégias da ferramenta na divulgação das marcas. Nesse sentido, uma função se destacou das demais e passou a ser incorporada pelas empresas: o relacionamento. É inegável que o app aproxima as marcas de seus consumidores. É possível realizar atendimento, informar promoções e descontos, avisar sobre etapas de compra, entre outros recursos. Imagine tudo isso em um aplicativo que a pessoa já utiliza normalmente! 

A questão é que o avanço do novo coronavírus exigiu muito mais dessa ferramenta na estratégia de marketing das empresas. A partir do momento em que o aplicativo se tornou a principal ferramenta do brasileiro para superar a pandemia, utilizá-lo apenas para “conversar” com o consumidor deixou de ser o suficiente. No fim, o WhatsApp exerce o mesmo papel das plataformas de redes sociais, como o Facebook e Instagram. As pessoas se divertem, se informam, conversam com seus amigos e ficam sabendo de tudo o que precisam. Em suma: elas se engajam e esperam que as companhias com as quais se relacionam proporcionem essa mesma experiência.  

 

Para alcançar isso, não é preciso fazer estratégias mirabolantes ou mudar totalmente o posicionamento. Basta adotar um ecossistema digital que estimula esse engajamento dos consumidores. Dessa forma, eles não apenas irão interagir com a marca, oferecendo dados valiosos que poderão ser utilizados em novas campanhas e iniciativas, como também irão se aproximar ainda mais e até se fidelizar se sentirem que receberam uma experiência genuína. Uma boa aposta para isso é investir na oferta de utility tokens que premiam o engajamento e o relacionamento dos usuários mediante a realização de determinadas tarefas, como o compartilhamento de anúncios em suas redes – e que podem ser trocados por produtos e serviços.   

 

Ao longo dos últimos anos, o mundo mudou bastante – e a pandemia de covid-19 apenas evidenciou essa constante transformação. Dessa forma, uma boa estratégia de marketing nas empresas é aquela que acompanha essas tendências e, principalmente, se posiciona ao lado dos consumidores. Ao incluir o WhatsApp no planejamento do negócio, esse primeiro passo finalmente é dado. Chegando ao canal preferido dos consumidores, fica mais fácil planejar as próximas etapas dessa jornada.

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Marcelo Ferreira – Áreas de compras e o desafio de enxergar valor

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Marcelo Ferreira – Diretor de Marketing e Vendas Brasil e LATAM da Algar Tech

O mercado de voz está perdendo força no atendimento ao cliente, dia após dia. Em um universo que se tornou omnichannel, nem sequer faz mais sentido usarmos o termo call center. Não falamos mais em calls, e sim em contact center. Pensamos em processos de relacionamento com o cliente – e hoje esse cliente espera ser atendido em qualquer que seja o canal de sua preferência, com a mesma qualidade e agilidade. Frente às exigências desse novo consumidor, as empresas especializadas nesse segmento investiram alto, desenvolveram ampla expertise e capacidade para trabalhar com tecnologias como Inteligência Artificial (IA), chatbots e Big Data & Analytics. O problema é que, internamente, grande parte das empresas para quem prestamos serviços ainda não compreendeu essa evolução.

Toda essa nova proposta de valor tem enfrentado uma barreira significativa: a estrutura de compras tradicional. Ao utilizarem uma base comparativa para diferentes fornecedores, essas áreas ainda lançam contratações baseadas em posições de atendimento, as famosas “PAs”, como chamamos no jargão do setor. Isso não faz mais sentido se queremos cumprir o propósito de conectar pessoas e organizações de um jeito único, usando as novas tecnologias e inteligência de dados para buscar a melhor forma para cada cliente ser atendido, com a máxima eficiência – e, por consequência, redução de custos. O modelo atual de compras acaba engessando e inviabilizando esses resultados.

Nosso setor está passando por uma profunda transformação e evoluindo para um modelo de negócio muito mais especializado e consultivo, com foco em gerar valor resolvendo problemas de negócios dos clientes. Atuamos entendendo as necessidades e dores deles, ajudando na resolução e realizando a migração para os canais digitais. Isso envolve grande capacidade analítica e um entendimento muito maior do universo do cliente, por isso temos direcionado esforços para criar modelos de contratos inovadores – fugindo dos tradicionais, firmados a partir de determinada quantidade de pessoas e estrutura física de atendimento.

No lugar de precificarmos posições de atendimento, queremos focar nossos contratos nas respostas a tais problemas de negócios. A partir deles, assumimos em contrato o compromisso de entregar as soluções – o que pode envolver melhora de indicadores de satisfação do cliente final (como o Net Promoter Score – NPS), aumento do uso de robôs ou maior retenção de chamados em uma URA, por exemplo. São muitas as possibilidades, a depender das necessidades e metas de cada organização.

Temos capacidade de integrar as mais diversas tecnologias a favor dos objetivos dos clientes, mas, para isso, precisamos que o mercado dê um salto de consciência em relação ao que a nossa indústria está se tornando. Da forma como acontece hoje, o modelo comum de contratação acaba prejudicando, acima de tudo, a própria empresa contratante e o seu cliente final.

Sim, existe o desafio comparativo, mas a resposta para essa questão não deve ser igualar todas as empresas do setor para baixo. A área de compras não pode ser inimiga da inovação – e, para isso, é preciso que ela se alinhe com as áreas de negócios, tenha visão de longo prazo e enxergue muito mais do que preço, e sim valor.

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