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Jonah Berger, referência global em viralização, dá dicas práticas de como ganhar as redes com produção de conteúdo e técnicas de venda

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Autor do best seller “Contágio: Por que as coisas Pegam”, reforçou a importância do marketing boca a boca

Uma das grandes referências mundiais em viralização de conteúdo, Jonah Berger foi uma das grandes atrações do FIRE 2017, evento de empreendedorismo digital realizado em Belo Horizonte. Professor na Universidade da Pennsylvania, pesquisador e autor de dois best sellers, revelou formas de criar produtos que despertem o interesse das pessoas.

“Assim como algumas comidas são mais gostosas, algumas ideias são mais adequadas para divulgar e vender nossos produtos”, comparou. Para Jonah, a melhor forma de viralizar um conteúdo é avaliar o que os seus concorrentes estão fazendo. “Nós temos que entender porque as pessoas curtem e compartilham certos conteúdos, para criar algo que seja atrativo e dê valor para elas”.

Apesar de todas as ferramentas da internet, Berger acredita que o marketing boca a boca ainda é o mais efetivo e tem um valor dez vezes menor. “A ciência mostra que quando você gosta de alguma coisa, como ler um livro, há grandes probabilidades de indicar a alguém, já que amigos, geralmente, possuem gostos em comum” e completou “se você transformar os clientes em advogados da sua marca, eles farão o trabalho de vendas para você”, aconselhou.

Para ele, a viralização não depende apenas da quantidade de seguidores. “Dez clientes engajados são melhores que dez mil que não interagem com a sua marca”, concluiu.

Idealizado pela Hotmart, maior plataforma de venda e distribuição de produtos digitais da América Latina, o FIRE é um dos principais eventos de empreendedorismo digital e inovação do país. Em sua terceira edição, reuniu 51 especialistas em mais de 25 horas de conteúdo. Grandes especialistas como Jonah Berger subiram ao palco principal do evento, tais como Fernanda Cerávolo, Diretora do YouTube, Diego de Oliveira, Gerente de Comunicação e Marketing Integrado da Coca-Cola, David Velez, CEO do Nubank, João Veloso Jr., Head de Comunicação do BMW Group. Gigantes do empreendedorismo e marketing digital também marcaram presença. Nomes como Neil Patel, Erico Rocha, Conrado Adolpho, Paula Abreu, Vitor Peçanha, Fábio Ricotta, Rodrigo Borges, Rafael Albertoni e Rafa Prado.

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Publicidade nos muros das favelas gera cestas básicas ao G10

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Presente em comunidades de todo o país, o Outdoor Social® foi criado para conectar marcas com o público das favelas e aquecer a economia local. Na prática, como modelo de mídia OOH (Out Of Home), o morador recebe para tornar o muro de sua casa um outdoor para anúncios, fazendo com que a população local tenha contato com as marcas. “É uma forma de mostrar ao mundo o poder de consumo da região e possibilitar uma renda extra aos expositores, que são domiciliados locais”, explica Emilia Rabello, fundadora do Outdoor Social®, pioneiro no segmento OOH em favelas.

Nesse momento de agravamento da pandemia, além da renda extra, que auxilia os moradores, o Outdoor Social® destinará cestas básicas para o G10, bloco das 10 maiores favelas do Brasil. A cada painel instalado em abril, uma cesta básica é doada. A meta é alcançar o mínimo de 1.000 outdoors, de marcas como O Boticário e Tim, colocados nos muros dos moradores das principais favelas do país. O intuito é amenizar os impactos socioeconômicos deste momento de crise no país. “Estamos em uma situação crítica com o agravamento da pandemia e precisamos nos mobilizar. Só na primeira semana, conseguimos entregar 268 cestas e esperamos distribuir ainda mais rapidamente. Com essas doações, queremos atravessar juntos o momento de crise e inspirar outros líderes empresariais a destinarem parte do lucro à entrega social”, conta Emilia.

Segundo o Monitor das Doações Covid-19, organizado pela Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), a população brasileira fez muitas doações durante os 12 meses da pandemia no país. A cifra da solidariedade já totaliza R$ 6,5 bilhões, englobando doações de pessoas físicas e jurídicas. Desse valor, 84% são originários de companhias privadas.

 “Não podemos mais esperar por políticas públicas. Somos um povo forte, unido, trabalhador e juntos, sairemos dessa”, ressalta Gilson Rodrigues, presidente do G10. Acreditando na soma de esforços para atender as necessidades da sociedade, Emilia reforça o potencial que as comunidades têm. “As favelas brasileiras possuem um enorme potencial cultural, intelectual e econômico. Por isso, precisamos seguir somando esforços para garantir as ferramentas de pleno desenvolvimento dessas populações e alavancar a economia do país”, finaliza.

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Marketing de influência: como as comunidades potencializam as marcas

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A oportunidade de criar uma proximidade maior com os clientes é um dos pontos que mais chama atenção das marcas para as comunidades, que também são conhecidas como “Fórum 4.0”. O levantamento do Community Roundtable, que aponta as estratégias de comunidade com um ROI médio de 6.469% para as marcas, é a prova de que esse tipo de ação está em alta entre as empresas.
As comunidades propiciam a troca de conhecimento por meio da produção de artigos, interação rápida, cursos online e se tornou uma oportunidade para o público, influenciadores e marcas conviverem em um ambiente virtual seguro e garante até mesmo uma chance de obter renda e maior faturamento. De acordo com Luciano Kalil, CPO da Squid e especialista em comunidades, essa é uma forma assertiva de as marcas entenderem o que de fato os consumidores estão buscando.

“Para se aproximar dos seus clientes, empresas têm investido na construção de comunidades como um canal direto de relacionamento com influenciadores e, claro, com o consumidor. Esse canal se torna um ambiente de troca de informações e também para a construção de produtos e serviços que tenham a cara daquele público, pois quem consome tem esse canal direto com a marca”, analisa o executivo da empresa líder em marketing de influência e comunidades no Brasil.

Essas comunidades também são importantes para que as empresas compreendam quais as necessidades da sua marca e apliquem mudanças em seus serviços ou produtos. É como se fosse um novo FAQ, em que as principais dúvidas dos usuários são esclarecidas e a partir disso, é possível realizar mudanças que aproximem ainda mais aquela empresa ao público final.

No mundo, essa solução já é a realidade de muitas empresas. A Lego, por exemplo, criou uma comunidade para os amantes da marca. Lá, os consumidores conseguiram propor novas soluções, votar em seus favoritos e enviar feedbacks. As ideias mais populares se tornam produtos e o idealizador do projeto ganha um percentual das vendas. A plataforma agrega mais de 1 milhão de inscritos.

“Aqui no Brasil, a Squid lançou o #ClubeDaInfluência e já possui mais de 40 mil inscritos. Nesse espaço, os criadores de conteúdo ajudam os outros de forma colaborativa e encontram na plataforma cursos que proporcionam a profissionalização de influenciadores digitais. É uma oportunidade de gerar conhecimento, além de movimentar o mercado da influência”, explica Luciano Kalil.

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