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Fernando Tassinari – Smartphones: a experiência do feed contínuo amplificada

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Por Fernando Tassinari

De acordo com o eMarketer, a maior porcentagem dos consumidores relata que usam smartphones para acessar conteúdos de notícias – e estamos vendo uma tendência similar para diferentes tipos de conteúdo também.

Conforme mais e mais audiências consomem conteúdo através de seus smartphones, é cada vez mais crucial entender a mentalidade móvel e otimizar seu site para que fique de acordo.

Estamos realizando testes para analisar o comportamento em relação ao feed contínuo e notamos alguns comportamentos específicos dos smartphones.

Leitores querem a experiência do feed contínuo em seus aparelhos móveis

Analisamos cerca de 500 publicações que implementaram o Taboola Feed e encontramos tanto um aumento na profundidade da sessão como diminuição na taxa de rejeição.

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Embora os feeds contínuos tenham impactado o comportamento dos leitores de forma positiva tanto nos smartphones quanto no desktop, um impacto mais forte foi consistentemente percebido quando consumidores navegam em seus telefones celulares. Impacto significa a porcentagem na qual a taxa de profundidade da sessão e a taxa de rejeição mudam. Especificamente, a mudança na profundidade da sessão teve um crescimento de 32% e uma queda de 67% na taxa de rejeição para smartphones.

Muitos estudos psicológicos relacionados ao consumo através de smartphones apontam para três principais razões pelas quais os feeds contínuos têm um impacto mais forte em dispositivos móveis.

Nos sentimos mais próximos de nossos telefones do que do desktop, feeds são mais facilmente navegáveis em smartphones e funcionam melhor para períodos curtos de atenção, que são muito comuns na experiência móvel.

Nos sentimos próximos de nossos smartphones

Há algumas semanas, acordei pela manhã e percebi, para meu pavor, que meu celular não estava respondendo. Meu nível de ansiedade foi ao teto e comecei a procurar freneticamente por soluções e lojas da Apple perto do meu apartamento.

De acordo com os pesquisadores de tecnologia Thorsteinsson e Page, eu não sou o único. Estudos recentes mostram que a maioria dos usuários de smartphones experiencia ansiedade ou frustração quando estão impossibilitados de usar seus celulares – sobretudo porque desenvolvemos um forte apego emocional a eles.

Esse forte apego emocional se desenvolve conforme passamos mais e mais tempo com nossos celulares – agora supostamente gritantes 2 horas e 51 minutos por dia. Como dito no estudo de Thorsteinsson, isso nos faz sentir como se os aparelhos fossem uma extensão de nós mesmos por causa de sua personalização.

De acordo com uma análise dos últimos 6 meses, os consumidores preferem consumir conteúdo geral em seus smartphones, mas especialmente se os tópicos forem pessoais, como nas categorias de saúde e namoro.

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O aumento na CTR para esses tópicos de exemplo no smartphone, em oposição aos dispositivos de desktop, sugere que as pessoas preferem consumir esses tópicos em seus celulares – talvez quando se trata de um tópico mais pessoal.

Feeds contínuos estão alinhados com a “experiência de rolagem com o polegar”

Telefones celulares são exatamente isso: móveis. Precisamos ser capazes de acessar conteúdo em movimento, e isso algumas vezes significa ter apenas uma mão disponível. Ter apenas uma mão disponível significa que estamos rolando com nosso polegar.

Feeds contínuos, que requerem uma experiência de rolagem muito simples, podem ser facilmente navegados com apenas um polegar.

Feeds contínuos são melhor para períodos curtos de atenção

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Estar em movimento não afeta apenas a navegação online, mas também a quantidade de atenção que podemos dedicar a uma tarefa.

Seus leitores querem se entreter quando estão no ônibus esperando por sua parada, mas muitas vezes são multitarefas, precisando pagar a passagem ou prestar atenção no anúncio das próximas paradas.

Um estudo da Nielsen Norman Group descobriu que a duração média de uma sessão no desktop dura 150 segundos, e isso é mais que o dobro dos usuários de smartphones por conta das várias interrupções que enfrentam quando estão usando seus aparelhos.

Eles não têm tempo ou paciência para pesquisar conteúdo interessante, e eles precisam de um design que permita rápidas “recuperações” de interrupções.

Feeds contínuos são uma ótima plataforma para esses usuários porque nenhuma pesquisa é necessária e porque o design ordenado e o pequeno número de itens na tela facilitam a recuperação da interrupção.

Feeds contínuos são o futuro

As tendências que temos quando interagimos com conteúdos via smartphones tornam crucial dar ao usuário uma ótima experiência. É por esse motivo que muitas publicações estão usando o Taboola Feed no desktop e aparelhos móveis.

Taboola Feed recomenda o melhor conteúdo para usuários em um ambiente engajador, muito parecido com feeds de redes sociais.

Os usuários apreciam a experiência de rolagem familiar – eles participam de um feed contínuo que contém conteúdo patrocinado, conteúdo orgânico, vídeos patrocinados, além de cartões de terceiros, como nosso cartão meteorológico lançado recentemente.

Taboola Feed já foi implementado em publicações globalmente, incluindo o NY Daily NewsEuronewsBauer UKBTweather.com e muitas outras.

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Luiz Fernando Ruocco – O e-mail marketing vai morrer

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Já vivemos o auge e, agora, é hora de entender as novas maneiras de nos conectar com o cliente

Quem trabalha com marketing há algum tempo sabe que o e-mail já foi uma das principais origens de receita, se não a principal, em diversos setores. Vivenciamos o ápice desse tipo de comunicação durante alguns anos.

Mas isso está acabando agora. Explico o porquê.

E-mail marketing, que alguns chamam erroneamente de CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente), é somente uma de várias formas de desenvolver o relacionamento com o usuário. Era uma maneira de comunicação muito utilizada na década passada e os resultados vieram, muito positivos. Todo mundo usava e funcionava.

Hoje, olhamos para a futura geração de consumidores e vemos que eles mal acessam o e-mail, quando têm um. Cadastram-se nos aplicativos com seus números de celulares ou pelas redes sociais em que estão sempre logados.

Os meios de comunicação mudaram e, com isso, a forma com que os usuários se comunicam com as marcas também.

O surgimento de apps disruptivos e super apps têm em comum um ponto claro: a remoção de atrito do usuário com o serviço/produto que ele quer usar/comprar. Por que, então, não estamos removendo os atritos de comunicação com nossos clientes?

O novo CRM — o sistema de gestão, de fato, não apenas um de seus braços de atuação — deve partir do pressuposto de que quem escolhe como e onde falar com a marca é o usuário. E é preciso analisar essas escolhas constantemente.

Hoje, existem empresas que oferecem diversas opções de contato e interação com a marca, mas não possuem a integração desses dados e muito menos o entendimento do lugar, hora e produto a ser ofertado para essa base tão importante.

O primeiro paradigma que temos que quebrar aqui é que os programas de CRM não são um banco de dados. CRM deve ser um sistema de coleta de informações de alguns touchpoints do usuário com a empresa, sejam eles a venda física, o cadastro em uma newsletter, uma landing page de pré-promoção, os cadastrados do site etc.

Dito isso, precisamos entender como combinar os dados que coletamos com essas ferramentas e trabalharmos, aí sim, em banco de dados, tudo dentro da LGPD (Lei Geral da Proteção de Dados).

O novo CRM é literalmente o que a sigla traduz: é a gestão do relacionamento com o cliente, é estar presente de forma integrada com todos os touchpoints.

Alguns empreendimentos já saíram na frente em soluções de CRM. Hoje em dia, empresas estão lançando produtos de integração de CRM para que seja possível manter um relacionamento unificado com o consumidor.

Então, se você tem um varejo ou um negócio que necessita de relacionamento com o consumidor, comece imediatamente a pensar em integração. É o futuro pós-email.

Luiz Fernando Ruocco é Sócio e Diretor de Operações da agência de marketing digital ROCKY, Coordenador de Mercado no ITI MBA da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e mentor de negócios na Liga Ventures.

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Joel Amorim – Marketing de influência: como o BBB se transformou num grande aprendizados para as marcas

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*Por Joel Amorim

O marketing de influência não é uma estratégia nova, mas ganhou contornos diferentes nos últimos anos, sobretudo em 2020. Associar a imagem de uma marca a uma personalidade, a fim de gerar visibilidade, já era uma prática corriqueira e se popularizou com as celebridades criadas nas redes sociais, os chamados influencers. Fato é que, no ano passado e em meio a uma pandemia, vimos surgir a ‘fadiga influencer’, já prevista e muito debatida, e pudemos acompanhar casos desastrosos que nos levam a crer que influenciar pessoas não é uma tarefa simples e que nem todos conseguem cumprir com a proposta. Um exemplo claro e bastante recente é o que acompanhamos no Big Brother Brasil 21.

O comportamento de alguns participantes assustaram e de maneira nada positiva. Como um padrão atual, a prática do cancelamento se faz onipresente e surte efeitos severos naqueles que, expostos, apresentam aos brasileiros todas as suas facetas. É preciso se atentar, contudo, que essa prática não é atual e sempre existiu, mas o que a difere agora é a força que a internet dá para tais julgamentos. O boicote e banimento social como represália a um ato condenável e inaceitável socialmente tende a ganhar traços mais perversos nas redes sociais, quando, sem um rosto, a pessoa se sente livre para condenar o outro, extrapolando os modos, em casos mais extremos, para ameaças.

Se para o social já sabemos os contornos que se dá a prática do cancelamento, no âmbito financeiro tem sido mais recente, a exemplo, do caso do BBB 21, da Karol Conká, que perdeu patrocínios e contratos por conta de comportamento, chegando a ser suspensa em festivais de música. Cobrada pela conduta dos influenciadores, as empresas estão sendo cada vez mais demandadas a se posicionarem, não “passando pano” para os erros alheios. A pergunta que fica é (e não só nesse caso da rapper, mas para o contexto geral): as empresas sabem a quem estão se associando? Elas sabem por qual razão estão se vinculando aquela pessoa?

É preciso existir, em ambas partes, portanto, uma sinergia do influenciador com o produto ou marca. Conectar-se com as pessoas erradas ou de forma equivocada pode sim ter um respaldo muito negativo e de alto custo para ambas. O grande X desta questão é como continuar utilizando o marketing de influência de maneira que os consumidores se identifiquem e continuem sendo influenciados. Às vezes, para evoluirmos, precisamos dar um passo para trás para, assim, conseguirmos dar mais dois para a frente. Repensar essa relação com o consumidor é fundamental para reerguer o propósito principal do marketing de influência. Uma saída é apostar em quem de fato nos influencia no nosso dia a dia, durante toda nossa vida, que são as pessoas com quem convivemos.

Um bom pré-requisito para escolher alguém que vá representar a marca é que a pessoa tenha interesse pela categoria e ela própria busque participar da campanha, por intenção própria. Isto, acredite, já modifica a regra do engajamento. Imagine a situação: aquele que busca por determinado assunto tem mais vontade de dividir com seus amigos a experiência que teve. O resultado é que se cria uma ‘ponte’ entre as marcas e consumidores reais, ou seja, pessoas comuns, com opiniões e percepções reais, que podem gerar maior credibilidade diante de um público que anda tão desacreditado de pessoas que recebem para falar em tom de publicidade sobre determinado produto ou serviço.

Pode até soar, aos ouvidos dos mais desavisados, que essa estratégia não tem fundamento, mas não faltam pesquisas que indicam que quanto mais estreita a relação entre internauta e influenciador, maior a confiança nas recomendações pessoais e resenhas online. Já em 2016, uma pesquisa da PwC apontou que 80% dos consumidores tendem a comprar um item com base nas sugestões de amigos, já que a relação de proximidade é fundamental para a decisão de compra.

São pessoas comuns e reais, que vão construindo um sólido número de seguidores de forma orgânica, tornando-se verdadeiramente influentes que constroem relações maduras e confiáveis entre os consumidores e a marca. O aprendizado que fica com essa experiência é que é possível apostar numa transformação digital por meio de ações que unem expertise com ganhos financeiros através de uma inteligência de mercado que une pessoas reais e genuinamente influentes com empresas que buscam potencializar o reconhecimento de marca e aumentar as vendas acelerando processos em que, no final, os dois elos se favorecem.

Com mais de 25 anos de experiência em empresas multinacionais, gerenciou setores de marketing, dos quais 13 anos foram na Henkel, onde esteve também na Alemanha na área de cosméticos. Adquiriu também vasta experiência internacional na LATAM em FMCG / CPG de J&J e Kraft Foods, Atualmente é Diretor Administrativo da The Insiders para a América Latina.

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Eugênio Neto – Eventos 4.0

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Por Eugênio Neto

Durante quase 30 anos trabalhei na produção de eventos presenciais de pequeno, médio e grande porte fornecendo toneladas de equipamentos e serviços de alta tecnologia em vídeo, som, luz e transmissões em Santa Catarina, região Sul e Sudeste do país. Um mercado que o universo corporativo fomenta há décadas e que, segundo a Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC), movimentava anualmente mais de 200 bilhões antes da pandemia crescendo, até 15% até o ano até 2019.  Um cenário aparentemente perfeito, mas com uma fragilidade pontual: necessidade de público. E, sem o público, os eventos se reinventaram e está sendo formatado em tempo real um novo cenário pro setor no país e o evento 4.0 já é realidade.

Desde feiras, congressos, simpósios, até treinamentos de colaboradores ou shows exclusivos para clientes VIP, a alta tecnologia já tinha um papel fundamental nos projetos presenciais. Os aspectos sensoriais, como luz, som, e imagem já ocupavam cifras expressivas no planejamento de eventos, podendo chegar a mais de 50% do investimento total. E se antes essa tecnologia impressionava grupos reunidos, do dia pra noite ela precisou impressionar e captar a atenção do público de office, ou de empresas com salas à porta fechada. Com a mudança brusca na realidade do setor dos eventos por conta da pandemia, a popularização do virtual evidenciou a tecnologia e a inovação como aliadas indispensáveis na geração de experiências encantadoras para o público separado por telas. E talvez essa tenha sido a maior revolução no setor que chegou a representar 4,3% do PIB Nacional e teve 98 bilhões de prejuízo em 2020.

Em maio de 2020, há mais de 60 dias sem eventos e com um setor inteiro em xeque, em parceria com a Fábula otimizamos os equipamentos de alta tecnologia como painel de LED, som, luz, sistemas de edição, câmeras, refletores e etc., e mudamos nosso serviço, viramos a chave. Passamos a oferecer estúdios 360º modulares, com orçamento elástico. Em nove meses, já eram 5 centros de operação, três em Santa Catarina e dois em São Paulo, mais de um milhão de espectadores de 150 clientes atendidos. Alguns poderão até dizer que foi sorte nossa, mas o fato é que os eventos 4.0 tornaram-se realidade na nossa frente, sem avisar, e contou muito o fato de estarmos preparados, não pra o que viria, mas para a própria mudança em si. Com muitos altos e baixos, com processos experimentais de retorno das atividades, e sem muita perspectiva de uma retomada volumosa, o mercado de eventos, – que somou quase 500 mil demissões no último ano, – vai precisar da força daqueles dispostos a se transformar profissionalmente. Mais de 100 pessoas trabalham direta ou indiretamente nos estúdios da Fábula Live, e seriam mais, se mais profissionais estivessem capacitados. E agora que já é futuro, são muitas as oportunidades para novos caminhos neste setor que nunca deixou de se reinventar.

Eugênio Neto

Fundador Neto Eventos, sócio Fábula Live, e diretor de engajamento da ADVB SC

Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/

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