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David Oliveira – O comportamento do consumidor no mercado imobiliário e as novas estratégias de marketing digital para o setor

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em

*Por David Oliveira

As pessoas interagem de forma totalmente diferente de alguns anos atrás e usam a internet para obter informações, comprar e se relacionar, trazendo um novo comportamento, ainda pouco conhecido e explorado. No entanto, os consumidores continuam sentindo desejos e anseios. A mudança aconteceu no comportamento perante às necessidades hoje potencializadas pela influência das mídias sociais e informações a um clique.

Atualmente, o consumidor ganha tempo e comodidade pesquisando via internet. No mercado imobiliário, busca-se o futuro imóvel para morar ou investir, visita-se modelos digitais decorados, pesquisa-se conteúdo sobre a região do empreendimento, as taxas de juros dos financiamentos e as avaliações de clientes da construtora, locatário ou imobiliária, tudo isso sem sair de casa.

Na jornada de aquisição ou locação de um imóvel, existem várias etapas que o consumidor percorre, como: pesquisar a região desejada, comparar preços dos imóveis pela internet, analisar condições de financiamento, pesquisar imóveis em buscadores como o Google, avaliar sugestões de imóveis que as redes sociais irão sugerir na timeline e no stories, visitar stands pessoalmente ou virtualmente, avaliar opiniões de consumidores sobre a construtora, imobiliária ou plataforma que está oferecendo o imóvel. A internet, principalmente na plataforma mobile, facilita a vida do consumidor nessa jornada, oferecendo praticidade e mais eficiência com informações personalizadas aos seus interesses pessoais.

Com a volta do crescimento do mercado imobiliário, também cresceram as buscas por imóveis em plataformas como Google, Facebook e Instagram, ferramentas fundamentais para quem deseja divulgar um imóvel, posicionar uma marca, gerar tráfego e leads para a venda dos imóveis. Aliado a essas estratégias, também é imprescindível treinar e investir nos corretores e profissionais de atendimento para atender os leads que possam ser gerados pelas campanhas de marketing digital.

Cada lead é um consumidor que não deseja mais excesso de opções. O cliente do mercado imobiliário busca praticidade e experiências baseadas em suas necessidades. Um exemplo disso são os imóveis que oferecem escola para as crianças, carros e bikes compartilhados, espaço pet, CrossFit , Pilates e espaço para lavar o carro.

Algumas inovações digitais no mercado ajudam a criar experiências cada vez mais atrativas para o consumidor que busca um imóvel pela internet, como por exemplo:

Stand 4D/ Realidade Virtual

Por meio de um programa que recria virtualmente uma residência, o interessado se insere nos cômodos com a ajuda de óculos de realidade virtual. Caso queira, é possível mudar a decoração ou o projeto da moradia. Desse modo, a empresa não precisa marcar inúmeras visitas de interessados nos imóveis. Além disso, os consultores conseguem fazer um atendimento mais eficiente e rápido, já que não é necessário ficar explicando cada detalhe da moradia.

Drones

Filmagens com os principais pontos de localização da região do empreendimento tornam dispensável a visita pessoal.

O mercado atual caminha para o fim dos estereótipos e da construção da identidade. A segmentação que se faz agora é por grupos que dividem hábitos de vida semelhantes.

Os padrões de consumo substituíram as classes socias, pois o produto não é mais classificado por diferença de classe, mas sim por afinidade e pessoalidades.

O mercado de luxo é um bom exemplo da mudança de comportamento do consumidor. Antigamente luxo era ostentar, gastar irracionalmente. O luxo atual é ser simples: ter tempo, ser discreto, autêntico, investir no que é funcional e racional.

As mídias sociais permitem aos profissionais do setor imobiliário um alto nível de segmentação do seu público-alvo, aumentando a relevância para o seu consumidor e, consequentemente, a melhoria dos resultados de suas ações. Algumas empresas também utilizam as machine learnings – campanhas com otimização de performance baseado em conversões em ligações e formulários de contato – e business intelligence de histórico de campanhas integradas com automação de marketing de leads, advindos de Google e mídias sociais.

O caminho do sucesso para as empresas desse mercado é, sem dúvida, o equilíbrio e a combinação certa das estratégias disponibilizadas, buscando sempre integrar as ações tradicionais com as novas ferramentas que, hoje, estão facilmente acessíveis para tentar entender cada vez mais as atividades, relações humanas e necessidades a serem atendidas.

De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em julho de 2018 a comercialização de 1.542 unidades residenciais novas em São Paulo ultrapassou as 1.238 unidades vendidas no mesmo período do ano passado, resultando um aumento de 24,6%.

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No segundo trimestre de 2018, os lançamentos apresentaram um aumento de 119,7% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 19,9% se comparado ao mesmo trimestre de 2017.

As vendas apresentaram um aumento de 17,3% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 32,1% em relação ao mesmo trimestre de 2017

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*David Oliveira é especialista em soluções inovadoras de marketing digital e tecnologia na ReachLocal

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Marcelo Rocha – As novas experiências digitais: já mandou um whats para o seu cliente hoje?

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Por Marcelo Rocha, vice-presidente de Vendas da Zendesk no Brasil

As pessoas estão cada vez mais usando os canais de mensagens, como WhatsApp, mídias sociais e chat, para conversar com as marcas e fazer compras. No ano passado, cerca de 40% dos millennials e geração Z utilizaram pela primeira vez o envio de mensagens (por texto, redes sociais ou embutidas em um canal próprio) para se conectarem com uma marca. Pouco menos de 30% dos consumidores deste mesmo grupo etário usou o telefone pela primeira vez para falar com uma empresa e 20% dos baby-boomers, que são os nascidos entre 1945 e 1964, engajaram pela primeira vez com uma marca via mensagens. Esses números são da pesquisa CX Trends 2021 da Zendesk, que analisou o comportamento de consumidores de 90 mil empresas, em 175 países, e dão uma ideia do quanto as conversas estão crescendo entre a população, tanto nos novos como nos antigos canais.

 

Essa curva de adoção das mensagens já estava em ascensão, mas, assim como diversas outras mudanças de comportamentos durante a pandemia, ela despontou em 2020. Com o isolamento social, as mensagens se tornaram o único meio para que amigos, familiares, colegas de trabalho e  clientes e empresas pudessem se falar e ver. O WhatsApp atingiu mundialmente dois bilhões de usuários no ano passado e a demanda também aumentou para aplicativos de mensagens criptografadas como Sinal e Telegrama. No Brasil, o estudo mostrou que 46% dos consumidores usaram canais de mensageria pela primeira vez para contactar uma empresa, sendo 151% para atendimento via mídias sociais, 133% via Chat e 118% via WhatsApp.

 

Os clientes esperam que as marcas os encontrem onde eles estão, e não mais tenham que acessar o site ou qualquer outra página na internet para buscar um contato. Além disso, não se importam se houver uma certa automação nas mensagens, desde que a conversa seja fluida e atenda às suas necessidades. Recursos ricos, como o uso de vídeo e voz, também são uma tendência para tornar as conversas ainda mais envolventes e engajadoras. Mas para isso, as empresas precisam dar um passo atrás e garantir a coleta de dados robustos dos clientes, para ajudá-las a organizar essas experiências de acordo com cada perfil.

 

O que esperar das mensagens

As mensagens são parte importante da experiência do cliente, e podem ser uma fonte riquíssima de informação. No entanto, a maior parte dos dados que o engajamento via mensageria gera ainda não está estruturado e precisa ser integrado por alguma ferramenta ou processo adicional. Estes dados não estruturados incluem informações de atendimento ao cliente, discussões em redes sociais, bate-papos ao vivo, entre outros. Os avanços no processamento de linguagem natural (Natural Language Processing – NLP) também estão ajudando a extrair percepções mais qualitativas dos canais de voz, que até então eram meramente qualitativas. Uma vez que os dados não estruturados sejam unificados e padronizados, as marcas poderão usá-los de forma coordenada para proporcionar experiências mais personalizadas e impactantes ao cliente, e ainda tomar melhores as decisões de negócio, já que terão uma visão holística das interações por mensagens com cada um de seus consumidores.

 

O passo seguinte – e também um desafio para as empresas – é encontrar as métricas certas para medir o sucesso da estratégia de mensageria aplicada. Parece algo simples, mas chegar a um consenso interno sobre as melhores métricas de mensuração nem sempre é óbvio. A plataforma de engajamento Braze descobriu que, enquanto a maioria das marcas (88%) acha que sua estratégia de aproximação com o cliente é excelente ou boa, 74% ainda se preocupam em como essas métricas se traduzem em resultados de negócio. Minha dica para resolver essa equação é: preocupe-se com o resultado de longo prazo.

 

Muitas companhias ainda estão focadas em métricas de topo de funil, como visualizações e cliques, enquanto que o que realmente importa é a lealdade e o valor de longo prazo para o cliente. E esses fatores dependem da construção de relacionamentos que, por sua vez, dependem de interações.

 

É preciso estabelecer uma única definição de sucesso do cliente que permeia toda a empresa para que, então, seja desdobrada em cada departamento e em KPIs individuais. A partir disso, uma metodologia holística é implantada para medir os efeitos de curto e longo prazo do comportamento do cliente e nos resultados empresariais. Finalmente, é preciso garantir a captura das métricas corretas em cada departamento que interage com o consumidor, a fim de entender como ele está performando não só de forma independente mas também – e ainda mais importante – de forma agregada com as demais áreas.

 

Assim, baseado no crescente uso das mensagens pelos consumidores e no interesse deles em conversar com as marcas através desses canais, posso dizer que o uso da mensageria se tornou fundamental para atingir as metas de satisfação dos clientes – e consequentemente do negócio – em ambos o curto e longo prazos. Os avanços na personalização dessas conversas podem, inclusive, revitalizar a experiência digital do cliente, tornando-o mais próximo à marca, como se ela fosse um amigo de confiança. Essa interação bidirecional a partir de bate-papos online ultrapassou o ponto de não retorno durante a pandemia e se tornou importante fonte de informação para as empresas.

Marcelo Rocha – Vice-presidente de Vendas da Zendesk no Brasil

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Anna Karina – Experiência do cliente e a humanização das relações digitais

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Mais de 13 milhões de brasileiros fizeram a primeira compra on-line em 2020, de acordo com dados da Ebit|Nielsen. Ao todo, quase 80 milhões (ou 40% da nossa população) compraram por e-commerce. Um mar de clientes navega entre sites e busca por produtos e serviços virtualmente, enquanto os endereços físicos seguem de portas fechadas ou sob restrições.

Do total de consumidores digitais, 83% dos que compraram on-line pela primeira vez no ano passado repetiriam a operação e 69,5% promoveriam a loja onde realizaram a compra – o índice alto aponta que muitas marcas acertaram na forma de se conectar com o cliente. Por outro lado, cerca de 15% dos consumidores não aprovaram a experiência de comprar aos cliques. Entre os motivos está a falta de qualidade no atendimento, mostrando que uma boa fatia das empresas patinou na hora de conquistar o consumidor nas plataformas.

Essa quase obrigatoriedade de comprar e interagir on-line mudou as dinâmicas da comunicação e do marketing. A experiência do consumidor, já tão debatida por especialistas do setor, ficou ainda mais evidente e, consequentemente, foi colocada em prática. Uma tradicional pesquisa da Deloitte com CMOs evidenciou que o gasto com essa prática saiu de 15,2% do orçamento da área de marketing em fevereiro de 2020 para 16,7% em junho do mesmo ano.

Mas, se no começo esse movimento vinha de empresas que corriam atrás do prejuízo e procuravam por soluções emergenciais, essa mentalidade mudou com a percepção de que os novos hábitos digitais dos consumidores devem permanecer. A edição do mesmo relatório em fevereiro deste ano aponta que a prática de relacionamento com o cliente amadureceu, sendo mencionada como prioridade número um para mais de 33% das empresas, enquanto quase 74% dos líderes de marketing aumentaram o investimento em experiências digitais para conquistar o cliente. O gasto com marketing digital, especialmente, subiu 11,5% e a expectativa é que a alta continue em 2021, com mais 10,1% adicionados ao montante investido até o final do ano.

Neste cenário, como alcançar outro patamar? Além do investimento que já vem sendo feito, acredito que todos os caminhos passam pela humanização do relacionamento. E a lógica para as empresas é a mesma das pessoas: quanto mais as conhecemos e nos identificamos com elas, mais conseguimos uma comunicação pessoal e efetiva, estabelecendo uma conexão mais forte. Hoje, com praticamente todas as relações virtuais, o cliente quer se identificar com a marca e se sentir importante para ela, não apenas mais um número.

Por isso, o primeiro passo para ter uma interação humanizada e personalizada é conhecer seu público profundamente; saber seus hábitos, interesses e tipo de linguagem fará com que seja mais simples tornar seu conteúdo atrativo. Para entender esse cenário, é recomendável adotar uma prática forte de social listening, abrindo uma via de comunicação de mão dupla com as pessoas envolvidas com a marca para entender os pontos de melhoria a partir do que é dito sobre ela no universo on-line, dividindo o perfil desses stakeholders em subgrupos para que o inbound marketing faça a marca chegar na pessoa certa e na hora certa – quanto mais se consegue entender e segmentar perfis, mais assertivas serão as estratégias de atração e conversão, adaptando linguagem e canais de divulgação para impactar o cliente desejado. O pulo do gato está na segmentação das campanhas, com criação de peças de performance e estímulos específicos para cada nicho e etapa de maturidade de cada cliente.

Para aterrizar a experiência de cada subgrupo de cliente em soluções reais, duas palavras podem auxiliar na estratégia: conveniência e facilidade. Isso porque, ao interagir com uma marca, o cliente que ter uma experiência conveniente e que esse contato facilite sua jornada. B2B ou B2C, a regra vale – no final do dia, todos lidamos com pessoas e, portanto, a premissa de ser humano e empático não deve mudar.

Quem fez a lição de casa viu o volume de seguidores nas redes sociais crescer, assim como o tráfego em sites estratégicos e geração de leads qualificados, tão importante nesse universo virtual. Por falar em lição, a que fica desse momento do marketing é que a marca precisar estar onde o seu potencial cliente está, com um conteúdo de troca e não engessado. Afinal, se a sociedade precisa ser resiliente, as marcas também precisam.

  Anna Karina – diretora de marketing da Linx

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